domingo, 6 de setembro de 2009

Workaholic ou worklover?

Estudo da UnB defende que dedicar-se demais ao trabalho não é doença, desdeque se sinta prazer no que faz - Por Crislaine Coscarelli

Trabalhar cerca de 12 horas por dia e perder finais de semanas inteiros tentando terminar um trabalho pode sim dar prazer e satisfação a uma pessoae torná-la mais feliz. Essa pessoa é um worklover (pessoa que ama o trabalho). A tese é defendida pelo Laboratório de Psicologia do Trabalho daUnB (Universidade de Brasília) e é fruto de anos de pesquisas das relações entre o trabalho e o prazer. A idéia é modificar a crença de que toda pessoa que trabalha demais é um workaholic, ou seja, um viciado em trabalho que acaba afetando de modo negativo todos os outros aspectos da sua vida. Mas o que exatamente marca a diferença entre uma definição e outra? De acordo com o coordenador do laboratório da UnB, professor Wanderley Codo, o workaholic encontra no trabalho uma maneira de fugir da vida, de não enfrentá-la. Em geral, esse indivíduo não encontra satisfação em sua vida sexual, afetiva e familiar. Tem poucos amigos ou dificuldades de se relacionar e, ao invés de tentar resolver essas questões, "mergulha" no trabalho onde não encontra tais dificuldades, tornando-o uma obsessão. "Já o worklover não, ele pode passar tempo demais dedicado ao trabalho, mas não foge da vida por causa disso. Essa pessoa dificilmente consegue separar o prazer ou lazer do que é trabalho. Trabalhar para ele é uma diversão", afirma o coordenador. Segundo a definição do estudo, o worklover tem ótimas relações fora do ambiente de trabalho. A sua realização profissional até o ajuda em todas as outras relações sociais, como nos relacionamentos amorosos. "Estar satisfeito com o que se faz é uma das maneiras essenciais de um ser humano adulto ser saudável, já que o trabalho - que toma a maior parte do dia - certamente tem influência sobre a saúde mental", diz Codo. Profissionais que tornam-se worklover, segundo Codo, são aqueles que têm uma autonomia maior em suas tarefas profissionais. "Eles sentem que podem modificar o mundo com seu trabalho", afirma o coordenador, que se autodenomina um worklover. Profissões cuja rotina não faz parte do dia-a-dia, como professores, jornalistas e médicos, têm maior tendência a criar "apaixonados". A falta de importância ou representatividade de um trabalho impede que um indivíduo encontre satisfação nele. Um exemplo, segundo Codo, são os bancários. Uma pesquisa recente realizada pelo laboratório, que inclusive será publicada em forma de livro, detectou que estes profissionais sofrem da chamada "síndrome do vazio". "Isso ocorre quando não se reconhece o produto do trabalho. Uma das melhores frases que ouvi de um bancário foi que ele`começa o dia com zero e termina com zero´. Não existe uma importância social no trabalho de um caixa, por exemplo.

O trabalho a fundo

Na psicologia o trabalho é o conceito dado a uma dupla relação de transformação entre o homem e a natureza, geradora de significado. Mas o mesmo trabalho pode causar sofrimento, caso o circuito de geração de significado seja quebrado. Em outras palavras, o que o indivíduo produz tem que ter alguma importância para que ele se sinta realizado. De acordo com Codo isso pode acontecer, por exemplo, em fábricas nas quais o empregado apenas aperta parafusos e não participa da cadeia inteira da produção, ou ainda quando o indivíduo faz algo que não concorda e somente segue ordens. "Quando isso ocorre é o fim de qualquer relação, seja afetiva, social ou amorosa. A pessoa sofre de verdade", afirma. Quando o trabalho cai na rotina, pode gerar dúvidas no indivíduo. Mas segundo Codo, a relação pode voltar ao normal com novos estímulos, como mudanças de atitude ou de função. Apaixonado pelo que faz, o professor e biólogo Martim Sander fala com alegria contagiante do trabalho que desenvolve há mais de vinte anos estudando e mapeando diversas aves e animais marinhos. "A maior sensação de prazer é quando se desvenda mistérios. Nesse meu trabalho lido sempre com novas descobertas." Na sua rotina não existem muitos horários fixos a não ser os das aulas, que dá com o mesmo prazer com que realiza suas pesquisas de campo. "Não uso livros, uso a minha própria pesquisa e acredito que com isso consigo tornar as aulas mais interessantes para os alunos e para mim também", destaca. O professor diz ser capaz de passar dias quase sem dormir para terminar um trabalho no qual está envolvido demais. Já esteve 16 vezes na Antártida e emuma delas a estadia durou mais de 80 dias. Mas o professor afirma que não ama o ato de trabalhar em si e sim o tipo de trabalho que realiza. "Eu amo as aves, a verdade é essa! Se tivesse que realizar o mesmo tipo de trabalho com peixes, por exemplo, não sentiria tanto prazer e nem me dedicaria tanto."

Saúde mental

Especialista em saúde mental, o professor e pesquisador da Unicamp(Universidade de Campinas) e da FGV-SP (Fundação Getúlio Vargas), José Roberto Heloani, afirma que ama o seu trabalho, mas não se considera um worklover porque não concorda com o termo. "Isso não existe. O que existe é o indivíduo que trabalha com prazer e consegue equilibrar todos os campos da vida. Trabalhar em demasia acaba gerando um estresse de qualquer maneira, mas esse estresse pode ser positivo, se o indivíduo se sente realizado no que faz", afirma. Na opinião de Heloani, infelizmente, a grande maioria das pessoas está insatisfeita com o trabalho e muitos acabam se torturando psicologicamente."A cobrança é tão grande que essas pessoas dedicam tempo demais ao trabalho para conseguir alçar objetivos. Essa pessoa pode deixar em segundo plano os outros aspectos da vida e isso, a longo prazo, pode ser perigoso", diz."Sabe-se hoje que tanto o trabalho quanto a diversão em proporções satisfatórias são critérios para avaliar um funcionamento psíquico saudável." Para quem está insatisfeito com o trabalho ou a posição que ocupa profissionalmente, o especialista dá uma dica: "pense que isso é passageiro". A estratégia funciona principalmente para quem está no posto de estagiário ou de trainee. "Tenha em mente que o que está fazendo é temporário e que está trabalhando para que, no futuro, possa realmente sentir prazer no que faz". Mas Heloani alerta que isso só funciona se o indivíduo em questão tiver objetivos traçados. "Isso não adiantará se você não souber o que quer", finaliza.

sábado, 29 de agosto de 2009

UMA QUESTÃO DE ATITUDE













A diferença entre os países pobres e os ricos não é a idade do país. Isto pode ser demonstrado por países como Índia e Egito, que tem maisde 2000 anos e são pobres.
Por outro lado, Canadá, Austrália e Nova Zelândia, que há 150 anos eram inexpressivos, hoje são países desenvolvidos e ricos.
A diferença entre países pobres e ricos também não reside nos recursos naturais disponíveis.
O Japão possui um território limitado, 80% montanhoso, inadequado paraa agricultura e a criação de gado. Mas é a segunda economia mundial.
O país é como uma imensa fábrica flutuante, importando matéria–primado mundo todo e exportando produtos manufaturados.
Outro exemplo é a Suíça, que não planta cacau, mas tem o melhor chocolate do mundo.Em seu pequeno território, cria animais e cultiva o solo durante apenas quatro meses no ano. Não obstante, fabrica laticínios da melhor qualidade. É um país pequeno que passa uma imagem de segurança, ordem e trabalho, o que o transformou no caixa forte do mundo. Executivos de países ricos que se relacionam com seus pares de países pobres mostram que não há diferença intelectual significativa. A raça ou a cor da pele, também, não são importantes: imigrantes rotulados de preguiçosos em seus países de origem são a força produtiva de países europeus ricos. Qual será, então, a diferença? A diferença é a atitude das pessoas, moldada ao longo dos anos pela educação e pela cultura. Ao analisarmos a conduta das pessoas nos países ricos e desenvolvidos, constatamos que a grande maioria segue os seguintes princípios de vida: A ética, como princípio básico. A integridade. A responsabilidade. O respeito às leis e regulamentos. O respeito pelo direito dos demaiscidadãos. O amor ao trabalho. O esforço pela poupança e pelo investimento. O desejo de superação. A pontualidade. Nos países pobres, apenas uma minoria segue esses princípios básicos em sua vida diária. Não somos pobres porque nos faltam recursos naturais ou porque a natureza foi cruel conosco. Somos pobres porque nos falta atitude. Falta-nos vontade para cumprir e ensinar esses princípios de funcionamento das sociedades ricas e desenvolvidas. Está em nossas mãos tornar o nosso país um lugar melhor para viver. Deus já nos deu um clima tropical, belezas naturais em abundância, um solo rico e uma imensa criatividade. Basta somente que acionemos os nossos esforços para colocar em práticaos itens relacionados. Por isso, comece cumprindo todos os seus deveres, com pontualidade e zelo. Trabalhe com entusiasmo, vencendo as horas. Conheça e respeite as leis, não as utilizando para usufruir vantagens pessoais. Cuide do patrimônio público, consciente de que o que mantém o município, o estado e o país somos nós.Quando se destroem ônibus, quando se picham monumentos públicos, quando se roubam livros nas bibliotecas públicas, lembremos que somos nós que pagamos a conta. São os nossos impostos que mantêm a cidade limpa, as praças em condições de serem usufruídas pelos nossos filhos, as escolas e os hospitais funcionando. Também não esqueçamos que os homens públicos, do vereador de nossa cidade ao presidente da república, estão a nosso serviço. Contudo, e muito importante, lembremos que somos exatamente nós os que devemos ter olhos e ouvidos atentos à administração pública, cobrando resultados, sim, mas colaborando eficazmente. Ninguém consegue fazer nada sozinho. Uma nação unida vence a fome, a guerra, as condições adversas. Nós precisamos vencer o descaso e investir na educação individual, objetivando um cidadão consciente e atuante. E a educação inicia, em princípio, em nós mesmos.
É assim que o Brasil será melhor: quando nós quisermos!


*Com base texto do poeta Avaniel Marinho, intitulado "A riqueza e apobreza das nações", encontrável no site:http://www.avanielmarinho.com.br/artigos/artigo2.htm

segunda-feira, 15 de junho de 2009

"SOBRE HOMENS E CAMELOS"


O homem, ao nascer, é como o camelo. É obrigado a comer, assimilar e armazenar, por um bom tempo, grande parte dos dados, histórias e ensinamentos acumulados pela humanidade ao longo de séculos. Ele vai ruminar, ruminar e ruminar essa quantidade enorme de dados até construir seu sistema de valores e crenças. A maior parte da humanidade vive no estado de camelo: só assimilando, aceitando, deglutindo. Ou, pior, se estapeando por causa do conteúdo engolido, isto é, por causa de suas crenças, ideologias ou religiões. Os homens-camelos não têm potencial crítico para se afastar da própria crença, analisá-la de forma isenta e descobrir seus pontos falhos ou ângulos distorcidos, vivendo, muitas vezes, no passado... (Nietzsche)¬¬





segunda-feira, 25 de maio de 2009

"REFLEXÕES DA ALMA"

A C O R D A
R




Você sabe o que significa a palavra “acordar”?

Vamos fazer o seguinte, separar em sí­labas a palavra acordar: A-cor-dar.

Viu? Significa dar a cor, colocar o coração em tudo que faz.

Existem pessoas que acordam às 6 horas da tarde. É isso mesmo!

Pela manhã caem da cama, são jogadas da cama, mas passam o dia todo dormindo. E existem alguns, acredite, que passam a vida toda e não conseguem acordar.

Um senhor que acordou aos 54 anos de idade disse:- Descobri que estou na profissão errada! - e ele já estava se aposentando… Imagine o trauma que esse homem criou para si, para os colegas de trabalho, para a sua famí­lia!Foi infeliz durante toda a sua vida profissional, simplesmente porque “não acordou”.

Compreendi bem o que ele estava me ensinando naquele momento: Por mais cinzento que possa estar sendo o dia de hoje, ele tem exatamente a cor que dou a ele. Sabe por quê?

Porque a vida tem a cor que “a gente pinta".

O engraçado é que os dias são todos exclusivos.

Cada dia é um novo dia, ninguém o viveu.

Ele está ali, esperando que eu e você façamos com que ele seja o melhor dia da nossa vida.

Os meus dias são os mais lindos da face da terra porque eu os faço os mais lindos da face da terra.

Dê a você a oportunidade de “a-cor-dar” todos os dias e compartilhar com os outros o que Deus nos dá de melhor: O privilégio de fazer os outros felizes!



(Autor desconhecido)



quinta-feira, 21 de maio de 2009

Ensinando e aprendendo... sempre...